COMPARTILHE:

[print-button target='#areaImpressao']

Ciência Hoje das Crianças


Conteúdo do Link: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/viagem-ao-centro-da-terra/

Viagem ao centro da Terra

Como é possível descobrir o que há no interior de nosso planeta?

Notícias - 10-12-2012 Imprimir Pdf

Um jovem e seu tio resolvem viajar ao centro da Terra. Dirigem-se, então, à cratera de um vulcão na Islândia, que acreditam ser a porta de entrada para o interior do planeta. Na incrível aventura, encontram um mundo subterrâneo repleto de surpresas que vão de oceanos a dinossauros. Parece fantástico? E é, mas trata-se apenas de uma história de ficção. O livro Viagem ao centro da Terra, do francês Julio Verne, não se aproxima nem um pouco da realidade.

Cena do filme Viagem ao centro da Terra

Cena do filme (i)Viagem ao centro da Terra(/i), adaptação, para o cinema, do livro de Julio Verne (Foto: Divulgação)

Até hoje, quase 150 anos depois do lançamento do livro, enveredar-se pelo interior do planeta é impossível para o homem e, ainda que a viagem se tornasse real, o que encontraríamos seria bem diferente.

A Terra é dividida em três partes principais: núcleo, manto e crosta. O núcleo é formado por ferro e níquel, metais que aparecem em estado sólido na parte mais interior e líquido na camada externa. Ao todo, o núcleo tem cerca de 7 mil quilômetros de diâmetro e corresponde a um terço da massa total do planeta.

“A segunda camada, que fica entre o núcleo e a crosta, é chamada de manto. Ela tem 2,9 mil quilômetros de espessura e é composta principalmente de silicato de magnésio e ferro”, conta o geólogo Roberto Cunha, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ao contrário do que muita gente pensa, o manto é sólido, e não líquido. “Em alguns locais, quando ocorre uma diminuição da pressão ou um aumento de temperatura – durante um terremoto, por exemplo –, uma pequena porção do manto pode se fundir, dando origem à lava dos vulcões”, explica o pesquisador.

Camadas que formam o interior da Terra

A Terra tem, no total, 12,7 mil quilômetros de diâmetro. Sua estrutura está dividida em crosta (a parte mais externa), manto e núcleo (Imagem cedida pelo pesquisador)

Por fim, a última camada é a crosta terrestre, onde nós vivemos. Roberto explica que a espessura da crosta varia entre cinco quilômetros, no fundo dos oceanos, até mais de 80 quilômetros, nos continentes. É nessa camada que se encontram rochas como granito e basalto.

Investigação subterrânea

Você deve estar se perguntando: como podemos saber o que realmente há em todas essas camadas do planeta, se é impossível chegar até o interior da Terra?

Alguns aparelhos especiais tentam perfurar a crosta terrestre para alcançar camadas mais profundas e retirar amostras para análise. “A perfuração mais profunda foi feita na Península de Kola, na antiga União Soviética, nos anos 1970, e atingiu cerca de 12 quilômetros, mas o projeto foi encerrado”, conta Roberto. “Hoje, o navio japonês Chikyu está perfurando o fundo do Oceano Pacífico, perto da Nova Zelândia”.

Navio Chikyu

O navio Chikyu (que quer dizer “Terra”, em japonês) tem como objetivo alcançar cerca de 7,5 quilômetros de profundidade, tentando atingir o manto da Terra. O projeto deve se estender até março de 2013 (Foto: Wikimedia Commons)

Perfurar a crosta terrestre é um projeto caro e trabalhoso, mas existem outras formas de descobrir os materiais que formam a Terra. “Quando ocorre um terremoto, as ondas de choque – também chamadas ondas sísmicas – atravessam todo o planeta, sendo detectadas por uma rede de sismógrafos espalhadas pelo mundo”, explica Roberto (saiba como funciona o sismógrafo na CHC 183). “A velocidade dessas ondas varia com o tipo de material que elas atravessam. Então, o atraso na velocidade de cada onda dá pistas sobre o material que foi atravessado”.

Além de ficar de olho nos terremotos, os cientistas usam simulações em computador para investigar o centro da Terra. “As simulações são importantes porque tentam representar as condições do interior do planeta, que são inacessíveis para nós”, ressalta o pesquisador. “Para fazer essas simulações, usamos dados das ondas sísmicas, do calor que emana da Terra e das lavas que são trazidas até a superfície pelos vulcões, entre outras informações”.

Catarina Chagas, editora da CHC online
Desde criança gosto de ler, inventar histórias e descobrir novidades. Cresci e encontrei um trabalho em que posso fazer tudo isso.

Comentários

Observação: Os comentários publicados abaixo foram enviados por nossos leitores e não necessariamente representam a opinião da Ciência Hoje das Crianças.

  1. rafaela disse:

    oi, há realmente a possibilidade de chegar ao centro da terra

  2. mickaelly Maciel disse:

    Vós só se acham galera

  3. erasmo disse:

    eu gosto de saber oque aconteseu no mundo em os dinossauros viviam

  4. manuela disse:

    nada a vê muito chato

  5. jessica disse:

    vai ficar otimo no meu trabalho

  6. vitoria disse:

    Muito interessannte

  7. ana clara disse:

    nossa vouganhar 4,0 pts o meu trebalho vai ficar otimo

  8. Sandra disse:

    Gostei muito da matéria e gostaria de saber qual o número da revista em que foi publicada.
    Obrigada.

  9. yngrid disse:

    amo cienciaaaa legal

  10. jennyfer caroline alves ferreira disse:

    esse filme e muito bom a galera toda vil

  11. julia disse:

    eu amei o filme,e tambem o texto parabens catarina

  12. Hellen disse:

    Não gostei , não disse nada sobre o filme !

  13. Israel de Lima Costa. disse:

    Daora!!!

  14. lyriel disse:

    bem o filme e legal mais esse post é horrivel pessimo nao fala nada sobre o filme

  15. carlos eduardo hongino chagas disse:

    é um livro muito legal e viajar o que ele fizeram

  16. bely disse:

    ai que chatisse queria ver o filme

    • jenifer disse:

      aff belly vc e muito sem noção de falar que o filme viagem ao centro da terra e chato eu assisti ele com a melhor professora de lingua portuguesa e ela se chama mirian e e muito bonita

  17. amanda disse:

    muito chato intediante

  18. ana e yasmim disse:

    eu ja assisti o filme la la la!!!!!!!!!!

  19. marcus disse:

    Adorei muiiiiiiiitu curioso bem legal

  20. livia disse:

    tomara que isso ajude na minha prova de ciencias amanha

  21. Isabel disse:

    eficiente, claro e próprio para a faixa etária

  22. gabrielle thais disse:

    adorei a noticia sobre a viagem ao centro da terre

  23. ANA CLARA disse:

    vc estiao que enventar aguma coisa que podese desgrever as camadas como elas so
    ne ja procurei en tudo e nao axei

  24. camily vitoria pereira disse:

    eu tenho este dvd!!!!!!!!!!!
    e o meu preferido de todos!!!!!!!
    esta materia emuito boua para quem numca viu o dvd!!!!!
    eu amo !!!!!!!!!!
    parabems para editora

  25. Ograo Barracuda disse:

    EXCELENTE A MATERIA, CATARINA, PARABENS!


Deixe o seu comentário!









Conteúdo Relacionado

  • Terra roxa

    Se hoje nosso planeta parece um ponto azul no espaço, no passado pode ter sido púrpura!

    Segundo a maioria dos geólogos, a idade da Terra é de provavelmente 4,5 bilhões de anos. Há 3,8 bilhões de anos, cientistas acreditam que ela podia ter coloração púrpura, em vez do azul que estamos acostumados a ver. (imagem: Adaptado de Nasa / Wikimedia Commons)
  • Curiosidade magnética

    As bússolas, você sabe, apontam sempre para o Norte. Ou seria para o Sul?

    Bússola tradicional. Quando elas apontam para o Norte geográfico, lá pelo Canadá, na verdade, querem dizer que ali é o polo sul magnético da Terra. (foto: Flickr/Calsidyrose/ (a href= http://creativecommons.org/licenses/by/2.0)CC BY 2.0(/a))
  • Crocodilo guerreiro

    Parente distante do jacaré viveu no Rio de Janeiro pouco depois da extinção dos dinossauros

    O crocodilo guerreiro era um carnívoro terrestre que viveu há cerca de 55 milhões de anos (Foto: Sofia Moutinho)
string(31) "lightboxIframe link infografico"

Infográfico Água

Novidades

Cadastre-se para receber nossas novidades por e-mail.

Seu e-mail

Twitter