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Ciência Hoje das Crianças


Conteúdo do Link: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/como-uma-pluma/

Como uma pluma

Conheça o aerografite, material mais leve do mundo

Notícias - 07-08-2012 Tecnologia Imprimir Pdf

Um grupo de cientistas alemães inventou o material mais leve do mundo. Cem vezes mais leve do que um pedaço de isopor, o metal ganhou o nome de aerografite – levando em conta que ele possui 99,9% de ar em sua estrutura, o nome é bem apropriado, não é?

Aerografite

O aerografite repele a água e conduz eletricidade (Foto: Universidade de Kiel)

Além de poder flutuar e conduzir corrente elétrica, o aerografite tem outra característica especial: apesar de ser tão leve, ele é super resistente e pode aguentar até 40 mil vezes o seu próprio peso. Para você ter uma ideia, o ferro mais resistente aguenta “só” 5 mil vezes o peso dele mesmo!

O físico Rainer Adelung, da Universidade de Kiel, explica que o novo material “é constituído por fitas de carbono enrugadas muito finas que formam tubos, que por sua vez formam redes”. Essa estrutura de redes deixa bastante espaço para o ar e é o que torna o aerografite tão leve.

Para construir o material, os cientistas usaram um processo semelhante a pegar fitas de papel amassado e, com a ajuda de uma cola, uni-las na forma de um tubo – só que, é claro, usando as fitas de carbono em vez do papel.

Aerografite

Nesta imagem de microscópio eletrônico, você observa em detalhes o aerografite (Foto: Technische Universität Hamburg-Harburg)

Essa construção em redes também deixa o aerografite bem resistente, embora seja feito de fitas muito delicadas de carbono. Para explicar como isso acontece, Rainer compara o novo material a um papel bem mole: “se você pendurá-lo sobre a borda de uma mesa, ele dobrará para baixo. Mas, se você deixá-lo com muitas pregas e rugas, ele vai ficar em linha reta”.

Por causa do seu baixo peso, o aerografite pode ser usado na construção de baterias para carros elétricos, e Rainer acredita que ele pode ser útil também em outras áreas. “O aerografite poderia ser usado na eletrônica, mas isso ainda precisa ser testado”, aposta.

Camille Dornelles, estagiária da CHC impressa e online
Quando criança, gostava de fazer experimentos dentro de casa e explorar o mundo. Hoje, na CHC, me sinto brincando de cientista e trabalhando como jornalista ao mesmo tempo.

Comentários

  1. junia disse:

    Muito interessante!! Os cientistas são demais. Descobrem cada coisa!!!

  2. michael disse:

    oi chc eu gosto muito das suas revistas a professora ler para os alunos
    e por favor fale na revista sobre o rex

    identificaçao são paulo

    data 8/08/2012 tel-55268780


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